BRASIL E IRÃ: EMOÇÃO VERSUS RAZÃO




Durante o período histórico conhecido como Idade Média a querela filosófico-teológica Fé e razão permeou as discussões. Muitos tomaram posições a favor de uma e contra a outra, havendo uma terceira via postulando a coexistência das duas e mesmo a implicação necessária e a harmonia de fé e razão para o alcance da verdade. O iluminismo marcou o advento da razão como guia do ser humano e o abandono da fé e da emoção, pois instrumentos falhos e incapazes de conduzir á descoberta da verdade e á autonomia do ser humano. Na antiguidade a razão já havia sido posta no centro, marcando o inicio da filosofia, pois a religião e as explicações mitológicas deram lugar aos argumentos baseados na lógica e em observações, construindo-se um discurso com argumentos racionais. Atualmente as neurociências apresentam a intima relação existente entre razão e emoções, sendo estas constituídas nas origens do ser humano, uma fase evolutiva anterior ao nascimento do neocortex, responsável pelas funções psicológicas superiores, entre elas as funções executivas que constituem a racionalização propriamente dita. E nisso insere-se a necessidade de uma harmonia entre emoções e razão, ambas necessárias para a sobrevivência em todos os âmbitos. Nenhuma podendo estar entregue a própria sorte, pois se corre o risco de destruir o ser humano. Assim, a história do pensamento humano está marcada pela discussão em torno da razão, o que envolve basicamente a busca da verdade.
Um novo tópico nesta discussão surgiu no meio da política internacional atual, na qual uma autoridade iraniana classificou o presidente do Brasil de emotivo. Para situar, o contexto é o seguinte, o Irã, pais de fé muçulmana, condenou uma mulher, acusada de adultério, a morte por apedrejamento e o presidente brasileiro ofereceu asilo a está mulher, numa tentativa de proteger sua vida e mostrar o compromisso do Brasil com a defesa dos direitos humanos. A oferta foi taxada de emotiva pela autoridade iraniana, dizendo que Lula desconhece todos os aspectos que envolvem a condenação.
Ao classificar alguém de emotivo tem-se como referencia contraria a razão, logicamente. No caso em questão, se a emoção pede para que não mate, então a razão justifica a condenação e conduz a morte. Mais um trágico momento da existência humana, mostrando o quanto ainda não nos conhecemos e como a razão, entregue a si mesma, pode ser destrutiva. Oxalá um dia possamos nos conhecer e, na harmonia da existência, possamos viver e deixar viver.

4 comentários:

  1. O erro de Descartes!!
    E esses iranianos ainda fingem q acreditam em alguem superior a eles!

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  2. a proposito eu fui a primeira a comentar!!!

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  3. rsrsr.... e você ainda ajudou, com auxílio do Zeh, a tornar possível fazer comentários...rsrsrs.

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  4. entre razoes e emoçoes a saidaaaaaaa
    é fazeeeeeer valer a pena
    auahuauhahuhauhuauhauauha

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