E FORAM FELIZES PARA SEMPRE!


Quantas histórias, fábulas ou contos ouvimos na infância com o final “e foram felizes para sempre!”. Joãozinho e Maria sofreram nas mãos da bruxa malvada até serem felizes para sempre... Nunca mais tiveram aborrecimentos? Encontraram a felicidade duradoura? Os três porquinhos venceram o lobo mal e foram felizes para sempre, nunca mais encontraram dificuldades para se alimentar, para construírem suas casas, não foram parar na frigideira? E chapeuzinho Vermelho, foi feliz para sempre? Tantos outros personagens passaram por percalços e enfim encontraram a felicidade plena.
Que noção de felicidade somos levados a acreditar que existe, logo nos momentos em que estamos adquirindo as bases de tudo o que seremos no futuro?  Somos levados a acreditar que a felicidade, quando encontrada, jamais tem fim. Então seguimos pela vida em busca da felicidade sem fim, que traz a paz e o deleite da suprema realização. Contudo, o que encontramos são momentos passageiros de felicidade, tênues e frágeis lapsos efêmeros de felicidade. Ah doce infância que acalenta uma felicidade duradoura, mas mesmo a infância, tão feliz, é marcada pela efemeridade da felicidade.   

SELVAGEM X CIVILIZADO: vôo limitado



A lei da selva diz que o maior come o menor e, em termos evolucionista, o mais apto se sobressai sobre o mais fraco. A civilização inverte este princípio, pois apresenta a união de todos em prol do bem das partes. O maior coloca-se a serviço do menor. O Estado aparece em defesa do cidadão. A Religião representa a crença da maioria e defende a sua manifestação. Uma empresa produz bens fabricados pelos seus funcionários e leva-os para o mundo, através do capitalismo. O vasto mundo tomado pelos princípios civilizatórios coloca a natureza em outros eixos, vencendo as suas determinações e configurando o mundo de acordo com o sistema neurológico pensante dos seres menores, humanos. Contudo, a selvageria perpetua-se e encontra os meios mais sutis para se manifestar na ordem civilizatória. Desse modo, o Estado coloca-se contra o cidadão quando cria as maiores burocracias para o exercício da cidadania, transformando-se num monstro ao qual o cidadão precisa curvar-se senão será engolido. Não é por acaso que a cobrança de impostos é colocada ao lado da figura do leão. A Religião que se preocupa exageradamente com cobranças de doações, com aplicação de princípios e determinações, com poder político e outras obras mundanas, esmaga os mais necessitados, explora e torna-se o ópio do povo. A Inquisição fecha a discussão. Quando o trabalho não é mais uma atividade de produção da sobrevivência, mas a pura e única produção do lucro, esmaga as capacidades humanas e escraviza, transformando o capitalismo no monstro selvagem que dá lugar somente a quem pode mais, ao detentor do capital. Assim, a selvageria impera e a ordem civilizatória, fruto do córtex dos encéfalos altamente desenvolvidos, mostra-se traído em seu desenvolvimento.

EM UM MUNDO MELHOR



O sonho de ser feliz é latente no coração de todo ser humano, mesmo que este anseio esteja obscurecido ou desviado da trajetória. Santo Agostinho diz que o desejo de todo ser humano é a felicidade, nosso coração anseia pela alegria plena de sentido, de significado para nossas ações. Entretanto, o mundo é marcado pela dor, pela frustração e pelas lágrimas da tristeza, assim como a vida de cada um. A morte espalha-se em todos os cantos, pois a violência e a maldade, também latejantes no coração do ser humano, aparecem mais fortes. Na ânsia de ser feliz, de conquistar o ideal, o humano impede o humano de alcançar seu objetivo.
Construir um mundo melhor é fazer a escolha por um bem maior, não aquele escondido na recompensa imediata, mas o bem que é construído em meio a alegrias e sofrimentos. Ah coração, lapidado pela dor e regado pelas lágrimas, qual será o seu fim? Onde estará sua fortaleza? Sua felicidade? Em um mundo melhor, no qual a sua vida acontece plenamente sem impedir o outro de viver também intensamente!

ANSEIO DE HUMANIDADE


Muitos são os autores que usam a frase “Quem tem um ‘porque’ suporta qualquer ‘como’". O último autor a usá-la em minhas leituras atribui tal frase a Nietzsche. Sempre gostei de saber a origem das idéias, daí dar importância à história das idéias, de como elas surgiram e revolucionaram a forma de ver o mundo. Contudo, há certas idéias que deveriam ser colocadas no panteão de idéias da humanidade, pois expressam vivencias que pertencem a todos nós, são patrimônios humanos e como tais inevitáveis para qualquer existência, dispensando atribuição de autoria. Destarte, quem fundamenta o viver em torno de uma razão, entende os motivos dessa razão. Engraçado colocar razão para descrever tal condição existencial, pois a vida vai muito além de qualquer razão, alias, é a racionalização que impede muitas vezes o melhor da vida, impede a vida acontecer como deve acontecer, carregada de emoção e sem nenhuma explicação, apenas vida. Assim, o ‘como’ do ‘porque’ da existência é vida carregada de emoção, mesclada de razão, mas dando suporte para que a vida continue e chegue ao seu fim, ao seu ‘porque’.

DETERMINAÇÃO



O belo é reconhecido sem qualquer dificuldade, não há necessidade de apresentação. A beleza ou está presente ou está ausente, não existe meio termo. Diante de uma obra de arte ou da maravilha da natureza, não há necessidade de publicar nada, há a simples expressão da beleza, reconhecida por todos. Assim acontece com muitas outras situações na vida, sendo a determinação uma delas. A determinação está presente no olhar, nas ações, nas atitudes, nas palavras. A determinação não precisa ser expressa em palavras, é perceptível por si mesma, tem a força de arrastar e o poder de convencer pelo que demonstra ser. Mesmo quando a determinação é ameaçada, quando a duvida aparece, é a determinação que leva a continuar, a não parar e convence contra toda impossibilidade. Diante de uma mãe que luta pela vida do filho, a determinação fica estampada em seu rosto. Alguém que luta pela justiça, mesmo esmagado pelas forças contrarias, tem a determinação pulsando em seu coração.
Desse modo, como não dizer que a determinação é a face da vida? Sendo que a maior expressão da vida, o amor, é marcado pelo poder da determinação. A vida vence as intempéries, desde as mais simples até as mais complexas, seguindo para realizar um fim que não sabemos, apesar de todos os pequenos fins de cada dia.

SOLIDÃO


Um mundo povoado por pequenos mundos, esta é a história da humanidade. Cada ser humano um mundo em si, mas presente em um Mundo desconhecido, assim como o nosso pequeno mundo. Mas o desejo de conhecer o grande Mundo também se expressa na busca de conhecimento do mundo de cada um. As vezes para fugir da impossibilidade de se conhecer plenamente ou explorar todas as sombras das nossas estruturas corremos para fora, para o Mundo e para os outros pequenos mundos. A solidão, que permitiria perscrutar nosso pequeno mundo, torna-se ameaçadora e confundimos nosso mundo com os outros pequenos mundos ou com a imensidade do misterioso Mundo, tornando tudo mais complexo e garantindo desvios que talvez não tenham retorno. A fuga da solidão não conduz ao conhecimento que buscamos e leva para caminhos difíceis, incapazes de conduzir ao destino que desejamos.
Pois bem, enclausurado em um pequeno mundo, não chegaremos a realizar a nossa existência, mas fugindo constantemente dele para outros mundos, também não chegaremos a lugar algum, apenas à destruição. Assim, o caminho é o meio termo, o equilíbrio entre a reconciliação com a solidão que permite acessar o nosso mundo e a abertura que leva para outros pequenos mundos e para o grande Mundo. A vida acontece no acesso do nosso mundo através da solidão e do conectar-se ao Mundo e outros pequenos mundos, tendo a certeza que no fim da conexão será apenas o nosso pequeno mundo inquieto.

HORIZONTE PRÓXIMO



Todos nós sabemos que vamos morrer ou pelo menos imaginamos que um dia o fim definitivo estará presente em nossa vida. Isso parece normal, saber que se vai morrer. Apesar de ter essa certeza e saber que caminhamos para isso, que caminhamos para o fim de todas as possibilidades, as quais se abrem diariamente em nossa vida, isso nem sempre causa depressão, angustia ou desespero. A maioria de nós vivemos como se esse dia não fosse chegar ou que está muito, muito longe. Contudo, há momentos na vida em que os indícios apontam para o fim definitivo. Momentos nos quais o horizonte parece se afunilar, diminuir, e aproximar as pontas da existência, trazendo um misto de sentimentos, uma sensação de finitude crucial, sempre presente, mas sentida somente em situações extremas. Neste mistério da existência final a vida ainda está presente. Portanto, viver e ser feliz, mesmo em condições de limitação e de certeza da proximidade do fim. Mesmo aí a vida existe e mostra o seu poder, a determinação de existir.

A VIDA ACONTECE AGORA!



É no agora da vida que acontece a decisão do onde da vida! A escolha se abre a cada instante da existência. A soma dos instantes irão configuar onde chegamos!
Não importa a dificuldade, o que importa é a coragem de viver o agora. Vencer o medo e viver, para realizar o que tem que ser feito!
Saber o que deve ser feito agora exige a coragem para escolher, para vivênciar mesmo o erro. Mas o que importa é a vida continuar, assumir cada momento com dignidade e seguir em frente.

INEXPLICAVEL....



Tantas coisas do mundo impossíveis de qualquer entendimento e a limitação impedindo alcançar a verdade. Mas será que a verdade existe? Não será ela um grande engodo? Uma invenção para escravizar? Para enganar quem não a conhece. Mas alguém a conhece? Alguém sabe a verdade que justifica a dor, que justifica a solidão, a verdade do sofrimento, a verdade da ansiedade, a verdade da angústia... a verdade da lagrima que brota da mais profunda tristeza? Enfim, a verdade do mundo humano que anseia em cada ser... uma verdade que se constroi, mas que foge de todo entendimento.... uma verdade que se perde nas mentiras da inautenticidade... uma verdade pedindo para viver, mas encontrando na mentira a maneira de sobreviver.
Seria a fé a grande verdade? Impelindo para o desconhecido, para o impossível de entender... sendo a grande verdade, e seu mistério baseado na inquietude, sobrevivendo aos assaltos das inverdades e criando um jeito de viver, o qual permite a verdade que faz sobreviver: o amor!

O NOME DA LIBERDADE: ESCOLHA...



A forma de olhar o mundo é uma escolha. Deixar-se arrastar pelos fatos, situações já é uma escolha. Ah liberdade, ah ... liberdade que permite escolher a resignação ou a luta como lema.
Liberdade que impele a lutar contra os limites e transpor as barreiras do impossível. No seio da liberdade a escolha. Nosso destino livre é escolher. Escolher ser esmagado ou ressurgir cada dia, mesmo sabendo que tudo se repetirá, mas é a batalha ou o resignar-se que dará o sentido.
No final... hum, será que haverá final? Pois quando o final chegar, não saberei que é o final. Para saber a existência do final preciso estar para saber, mas se o final é não estar, então não saberei que é o final, que o fim da liberdade chegou.
Sendo assim, livre para sempre, esta é a minha escolha e o que sei é que tenho escolha, mesmo contra todo contratempo. Sei que hoje escolherei. No meio das opções a vida está presente, resumindo-se na liberdade de escolher....

DESIGUALDADE: PROPAGANDA E EXPLORAÇÃO

Todo ano milhares de jovens brasileiros lutam pelo sonho do ensino superior em uma instituição pública, pois este caminho é visto como possibilidade para melhorar de vida. Muitos conseguem, mas a maioria fica fora ou precisa gastar o que não tem para freqüentar uma instituição particular. No meio dessa batalha estão os caríssimos cursinhos que preparam para os concorridos vestibulares das universidades estaduais e federais. Quem freqüenta um desses cursos tem uma garantia a mais de ingresso, pois recebem uma preparação exclusiva para o vestibular.
Após o anúncio dos candidatos classificados a realidade é estampada nas propagandas de televisão e jornais impressos. As vagas serão ocupadas, em sua grande maioria e para os cursos mais concorridos, por aqueles que freqüentaram um cursinho pré-vestibular. Os reprovados, pobres que não puderam pagar um cursinho pré-vestibular, freqüentadores das escolas públicas, pagadores de impostos que mantém as instituições universitárias, terão que procurar outro caminho, precisarão lutar pela sobrevivência em um subemprego ou freqüentar uma faculdade particular e pagar com o dinheiro que seria para o seu sustento básico.
Na educação superior a desigualdade é transformada em propaganda e exploração. É propaganda, pois quem freqüenta um cursinho é aprovado, depois divulgado como sinal de qualidade na preparação. É exploração, pois todos pagam pelo ensino superior de alguém que estuda em uma universidade pública; são os impostos que a mantém e quem mais paga imposto são os pobres, aqueles que não fazem declaração de imposto de renda, mas pagam taxas e mais taxas sobre tudo que consomem, mas são impedidos de ir para a instituição pública que pagam.
Quem paga um cursinho pré-vestibular, com algumas exceções, tem condições de pagar uma universidade particular. Nos campus das universidades públicas, onde estão localizados os cursos mais concorridos, é possível perceber o nível econômico dos alunos pelos carros de alto padrão que circulam pelos estacionamentos.
O ensino público brasileiro continua a ser uma vergonha, não apenas pela baixa qualidade, mas por perpetuar a desigualdade de classes e a exploração, transformando isso em propaganda e gerando uma sociedade de classes, na qual o conhecimento é instrumento de dominação.

O que temos para o dia de hoje...

Filmes: Rabbit Hole. A realidade da morte bate a nossa porta. Não sabemos quando e nem quem será ceifado. Mas ela nos atinge de uma ou outra forma. A experiência deste momento existencial decisivo é fundamental para a existência e exige uma tomada de posição. Qual deve ser tomada? Qual a mais correta? Ah, a resposta só o tempo nos dirá. Ela acontecerá por atitudes. Mas estas podem ser moldadas já agora, a partir das nossas escolhas, do que fazemos, de como vivemos. A vida não acontece de uma hora para outra. Ela é resultado de uma série de circunstâncias. "Eu sou eu e minhas circuntâncias" (Ortega y Gasset).

Olhar

Fácil acostumar-se com a roda da vida! A rotina tomando conta dos dias! Perder o sabor das experiências! Ter tudo como prevísivel! Isso deve ser tão enfadonho e deve ser a fonte das neuroses. A vida exige que seja novidade sempre. Cada momento é único, não se repetirá nunca mais do mesmo jeito e da mesma forma. Cada momento tem sua magia e seu encanto. A repetição e a constância são as regras da ciência, mas a vida está além de toda ciência. Há muito mais que a ciência não explica do que consegue alcançar. Portanto, a vida é a grande novidade, é o pulsar da existência pedindo para ser vivido com intensidade e com a novidade que é cada momento!

O Silêncio da Noite

Lá fora o silêncio faz barulho! A noite caiu vagorasa neste horário forçado de verão! Mas o céu encheu-se de estrelas, a lua surgiu com seu clarão ajudando a iluminar a escuridão! Com a lua e as estrelas a noite fica menos temerosa! Uma nuvem ou outra tenta ofuscar o seu brilho, mas o vento vem em auxílio e revela novamente a majestade replandecente da lua! Noite e vida, o silêncio da escuridão lembra que a vida precisa descansar, precisa ser sentida, pois logo o sol irá surgir e a roda da vida precisa continuar!

FÉRIAS: livros e filmes

Como viajar para o desconhecido? Como encontrar pessoas de outras culturas, com outras experiências,outras vivências cheias de significados? Diante da impossibilidade de mover-se até elas há o acesso pelos livros e por filmes. O tempo para isso? Nas férias.
Aventuras sem fim! Emoções infinitas! Grandes experiências! Ah queridas férias, como é bom vivê-la!

VIVER

Viver: a chance de começar cada dia tudo de novo!