Quantas histórias, fábulas ou contos ouvimos na infância com o final “e foram felizes para sempre!”. Joãozinho e Maria sofreram nas mãos da bruxa malvada até serem felizes para sempre... Nunca mais tiveram aborrecimentos? Encontraram a felicidade duradoura? Os três porquinhos venceram o lobo mal e foram felizes para sempre, nunca mais encontraram dificuldades para se alimentar, para construírem suas casas, não foram parar na frigideira? E chapeuzinho Vermelho, foi feliz para sempre? Tantos outros personagens passaram por percalços e enfim encontraram a felicidade plena.
Que noção de felicidade somos levados a acreditar que existe, logo nos momentos em que estamos adquirindo as bases de tudo o que seremos no futuro? Somos levados a acreditar que a felicidade, quando encontrada, jamais tem fim. Então seguimos pela vida em busca da felicidade sem fim, que traz a paz e o deleite da suprema realização. Contudo, o que encontramos são momentos passageiros de felicidade, tênues e frágeis lapsos efêmeros de felicidade. Ah doce infância que acalenta uma felicidade duradoura, mas mesmo a infância, tão feliz, é marcada pela efemeridade da felicidade.








