MUNDO DOS OPOSTOS

Heráclito e Parmênides são duas figuras de destaque no pensamento ocidental. Heráclito declarava que nada permanece, tudo muda. Nenhum homem pode se banhar duas vezes no mesmo rio, isso porque nem o homem, nem o rio seriam os mesmos. Tudo muda o tempo todo. Ele é o filósofo da mudança, o pensador dos opostos. Parmênides aparece como o seu contraponto, argumentando sobre a permanência de tudo o que existe. Para este pensador somos enganados pelos sentidos, nossa percepção é falha e nos mostra apenas os acidentes, pois a verdade é que tudo é igual, nada muda, os acidentes podem até mudar, mas a essência continua a mesma. Esses dois pensadores são emblemáticos da forma de pensar ocidental. Filosofias opostas que dão origem a novas formas de olhar o mundo. A oposição de argumentos sustenta a reflexão e suscita argumentos originais, ora se busca defender uma ou outra posição, ora se busca uma terceira via, tentando conciliar os opostos.
Na inauguração da modernidade Descartes irá continuar com o pensamento dos opostos, apresentando um mundo dividido em res cogitans e res extensa, o objetivo e o subjetivo, o material e o imaterial. Novos pensadores entram em ação e ora discordam, ora concordam.
Interessante observar que essas expressões de pensamento se perpetuam na construção do nosso contexto de vida. Conhecendo ou não estes filósofos somos influenciados por suas idéias em nosso modo de viver, pois elas criam o pano de fundo no qual se desenvolve a nossa existência.
No mundo hodierno a perspectiva de Heráclito pode estar mais presente do que podemos imaginar. As transformações são rápidas demais. Tudo muda o tempo todo, dando a impressão de que nada permanece. Os meios de comunicação se alimentam da mudança e correm atrás de novidades o tempo todo.
As novas tecnologias transformam a vida e se renovam com uma presa tal que quando uma é apresentada outra versão já esta sendo formatada.
O mesmo acontece com os sentimentos e com as relações humanas. São rápidas demais. Mudam o tempo todo. Nada permanece, tudo flui na correnteza do rio da vida.
Diante deste cenário da mutação, do devir inesgotável, acontece a manifestação da permanência. A sina dos opostos se perpetua. Essa perpetuação é poderosa, pois o permanente escolhe o mais profundo do humano para reivindicar o seu status. Assim que na violência do devir o mais intimo do nosso ser clama por constância, pela certeza de que algo permanece, a fim de mantermos nossa identidade.

Um comentário:

  1. apezar de serem oposto eu acredito q um esta interligado ao outro pq querendo ou nao ,somos influenciados pelos nossos oposto ainda em alguams coisas,mais a modernidade e a atualidade q vivemos os jovens de hoje em dia estao e vinheram para mudar ..oq antes ninguem havia coragem ...entao se repararmos bem estamos numa atualidade onde se encaixa os dois

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