As grandes emoções sempre nos ensinam alguma coisa, sejam elas boas ou ruins. As emoções movem a nossa existência, colocam em movimento nosso cotidiano. Temos a impressão que alguns sentimentos nos paralisam, deixam boquiabertos e parecem destruir a vida, mas não, mesmo nestes momentos nossa existência toma uma nova configuração. Assim, quando um novo relacionamento começa uma série de novas emoções iniciam, seja uma amizade, seja uma paixão, todas trazem um misto de sentimentos que dão dinamismo à vida. Quando essas amizades ou paixões passam para novas fases de aprofundamento é hora de outros sentimentos, cheios de peculiaridades.
Um dos sentimentos envolvidos é a possibilidade da decepção, a possível queda de idealizações, a quebra de imagens formadas. Isso porque somos humanos e temos necessidade de formar uma imagem dos nossos relacionamentos, afim de podermos conviver e prever comportamentos. Somos seres que projetam o futuro, a curto e longo prazo, para não sermos surpreendidos a todo o momento e conseguirmos controlar a existência. Isso tudo nos engana, então vem a decepção diante das situações que abalam as expectativas que criamos, pois antes de tudo somos seres humanos, limitados e passiveis de erros, mesmo quando queremos acertar e fazer o melhor, portanto se somos decepcionados também acabamos, hora ou outra, por decepcionar alguém que investiu muito energia emocional em expectativas sobre nós.
Mesmo a decepção pode ter o seu modo peculiar de movimentar nossa existência, pois podemos aprender com elas e transformarmos nosso modo de ser. Podemos nos tornar seres mutantes diante dos fatos da vida, isso configurando aprendizado e possibilidade de alcançar a felicidade através da mudança de estratégias. Aprender com as decepções e não esvaziar-se com a tristeza que elas trazem, eis a possibilidade de tirar do mal um bem.
AS TRÊS MENINAS E MAIK
Hoje pela manhã duas reportagens chamaram a atenção no telejornal. A primeira durou um breve espaço de tempo, mas foi o suficiente para chocar. Tratava-se de três meninas, de 11, 12 e 13 anos, as quais pediram carona no interior do Nordeste e foram levadas por um caminhoneiro para o Rio de Janeiro. No meio do caminho foram estupradas pelo solidário motorista e seriam vendidas como prostitutas. Foram resgatadas pela polícia e estavam passando por tratamento com o coquetel anti-HIV, pois o estuprador confessou não ter usado proteção. A segunda reportagem durou um longo espaço de tempo, relatava a história de Maik e sua fuga há cinco anos, as peripécias pela qual passou e o reencontro emocionado com a família que o havia perdido.
Os detalhes sobre a vida da Maik foram dados a exaustão, desde os momentos que antecederam sua fuga até o reencontro emocionado. Maik desapareceu nas vésperas do Natal e foi encontrado por uma senhora, a qual o acolheu e cuidou com amor e carinho. Com a morte da sua tutora Maik viveu novamente o abandono e então foi encontrado por sua família de origem. Esta relatou o sofrimento daquele Natal vivido sem a presença de Maik, a angustia dos anos de ausência e a dor das crianças menores da casa. Agora o Natal seria mais feliz e teria um novo significado, pois Maik estava novamente no seio da família, cheio de saúde e pronto para ser amado.
Talvez tenha esquecido de dizer, mas Maik é um cachorro e as meninas estupradas e em situação de risco são crianças, das quais pouco sabemos e talvez muitos nem queiram saber.
Os detalhes sobre a vida da Maik foram dados a exaustão, desde os momentos que antecederam sua fuga até o reencontro emocionado. Maik desapareceu nas vésperas do Natal e foi encontrado por uma senhora, a qual o acolheu e cuidou com amor e carinho. Com a morte da sua tutora Maik viveu novamente o abandono e então foi encontrado por sua família de origem. Esta relatou o sofrimento daquele Natal vivido sem a presença de Maik, a angustia dos anos de ausência e a dor das crianças menores da casa. Agora o Natal seria mais feliz e teria um novo significado, pois Maik estava novamente no seio da família, cheio de saúde e pronto para ser amado.
Talvez tenha esquecido de dizer, mas Maik é um cachorro e as meninas estupradas e em situação de risco são crianças, das quais pouco sabemos e talvez muitos nem queiram saber.
MARCAS DA VIDA: O AMOR
A existência humana é uma aventura com marcas deliciosas! O amor talvez seja a marca mais sublime da nossa existência, isso pelas diferentes formas de se manifestar e pelas diversas gradações que toma em nossa vida. Abaixo um texto com indicativos vivênciais de uma forma do amor, cheio de singeleza e carregado da emoção e alegria do amor:
Amor
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.
Se um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... Se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida, é uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor!
PS.: atenção para o amor! O texto acima chama atenção para uma forma de amor, mas este sentimento humano tão nobre permeia todas as nossas relações e envolve a consideração do outro como pessoa e merecedora do nosso amor. Santo Agostinho dizia que o preço do amor é o próprio amor, pois o amor não exige recompensa, ele já é a recompensa.
Amor
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.
Se um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... Se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida, é uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor!
PS.: atenção para o amor! O texto acima chama atenção para uma forma de amor, mas este sentimento humano tão nobre permeia todas as nossas relações e envolve a consideração do outro como pessoa e merecedora do nosso amor. Santo Agostinho dizia que o preço do amor é o próprio amor, pois o amor não exige recompensa, ele já é a recompensa.
DAS DORES A PIOR DOR: a dor da existência
A dor pode ser suportada até certo ponto, mas chega um momento em que tudo desfalece. Isso quando a dor é no corpo, mas quando a dor é na alma não há como descrever, as palavras claudicam e não expressam toda a sua realidade, tudo o que exprimem é sombra diante da verdade. A dor da alma sufoca, faz a respiração parar, o coração acelerar e as lágrimas brotarem incessantes. A dor da alma mata aos poucos e não há remédio para acalmar. Ela consome e destrói, deixa o espírito abatido e as janelas da alma transmitem as sombras que cercam a vida. Ah dor da existência, que chega e toma conta de todo o ser, destruindo a esperança e semeando a ansiedade e o desespero. Das dores a pior dor é a dor que não podemos tocar, não há remédio para acalmar, é a dor da existência não realizada, dos sonhos frustrados, dos amores perdidos, das decepções vividas e das escolhas... das escolhas que garantem a liberdade mas trazem a dor do escolher, do renunciar, do viver limitadamente.
BRASIL E IRÃ: EMOÇÃO VERSUS RAZÃO

Durante o período histórico conhecido como Idade Média a querela filosófico-teológica Fé e razão permeou as discussões. Muitos tomaram posições a favor de uma e contra a outra, havendo uma terceira via postulando a coexistência das duas e mesmo a implicação necessária e a harmonia de fé e razão para o alcance da verdade. O iluminismo marcou o advento da razão como guia do ser humano e o abandono da fé e da emoção, pois instrumentos falhos e incapazes de conduzir á descoberta da verdade e á autonomia do ser humano. Na antiguidade a razão já havia sido posta no centro, marcando o inicio da filosofia, pois a religião e as explicações mitológicas deram lugar aos argumentos baseados na lógica e em observações, construindo-se um discurso com argumentos racionais. Atualmente as neurociências apresentam a intima relação existente entre razão e emoções, sendo estas constituídas nas origens do ser humano, uma fase evolutiva anterior ao nascimento do neocortex, responsável pelas funções psicológicas superiores, entre elas as funções executivas que constituem a racionalização propriamente dita. E nisso insere-se a necessidade de uma harmonia entre emoções e razão, ambas necessárias para a sobrevivência em todos os âmbitos. Nenhuma podendo estar entregue a própria sorte, pois se corre o risco de destruir o ser humano. Assim, a história do pensamento humano está marcada pela discussão em torno da razão, o que envolve basicamente a busca da verdade.
Um novo tópico nesta discussão surgiu no meio da política internacional atual, na qual uma autoridade iraniana classificou o presidente do Brasil de emotivo. Para situar, o contexto é o seguinte, o Irã, pais de fé muçulmana, condenou uma mulher, acusada de adultério, a morte por apedrejamento e o presidente brasileiro ofereceu asilo a está mulher, numa tentativa de proteger sua vida e mostrar o compromisso do Brasil com a defesa dos direitos humanos. A oferta foi taxada de emotiva pela autoridade iraniana, dizendo que Lula desconhece todos os aspectos que envolvem a condenação.
Ao classificar alguém de emotivo tem-se como referencia contraria a razão, logicamente. No caso em questão, se a emoção pede para que não mate, então a razão justifica a condenação e conduz a morte. Mais um trágico momento da existência humana, mostrando o quanto ainda não nos conhecemos e como a razão, entregue a si mesma, pode ser destrutiva. Oxalá um dia possamos nos conhecer e, na harmonia da existência, possamos viver e deixar viver.
A MÁGICA DA VIDA

Muitas vezes somos surpreendidos por acontecimentos extraordinários. Eles variam de acordo com a consciência que temos do que está acontecendo. É uma moeda que desaparece, ou é cortada ao meio; uma carta no meio do baralho, retirada aleatoriamente, reaparecendo em outro lugar ou sendo descoberta entre tantas cartas; pessoas que desaparecem ou que são cortadas ao meio; isso falando das mágicas mais conhecidas e simples, existindo outras mais sofisticadas e atraentes. Tudo isso nos surpreende e chama a nossa atenção, desperta a curiosidade e a imaginação. Contudo, outros momentos de magia também acontecem freqüentemente ao nosso redor e nem sempre nos damos conta. Esses momentos são simples, singelos e imersos no turbilhão do cotidiano. Eles existem e precisam do exercício da vontade, da atenção e da emoção para serem percebidos. Precisam da abertura da existência para a sua percepção. Um ser fechado em si mesmo ou cheio de preocupações passadas ou futuras não é capaz de alcançar a magia da vida que acontece diante dos olhos.
A grande mágica da vida que ocorre a cada momento da nossa existência chama para a felicidade, para a alegria simples e fantástica de existir. O treino para a felicidade inclui a percepção atenta desta mágica. O sorriso que aparece espontâneo em um rosto que encontra o amor; o sorriso que desaparece diante da dor da decepção; a lágrima que brota da alegria ou da tristeza; o coração que acelera e faz suar ou deixa as pernas bambas diante de fortes emoções; o grito de alegria ou de dor; enfim tantos momentos que manifestam a mágica da vida. Apreciar e vivenciar cada um destes momentos é participar da mágica da vida e caminhar para a felicidade que buscamos.
QUANDO CRESCEMOS JUNTOS
A realidade humana é marcada pela fragilidade e pela impossibilidade de viver sozinho. Temos necessidade de conviver desde o mais tenro momento da nossa existência. A convivência muda seus padrões, mas há sempre a necessidade do outro. Somos seres incompletos, impossível viver como uma ilha, isolado de todos. Descobrimos aos poucos a realidade do outro e vamos nos percebendo em nossa individualidade solitária, mas com a possibilidade de abertura aquele que esta separado de nós e disso depende o desenvolvimento da existência. É no contato com o outro que a unicidade do humano em cada um se abre para a individualidade e para a alteridade. Nos construímos, na descoberta do outro como diverso de nós e no contato com o outro, e ajudamos a construir o outro com a nossa individualidade e oferta da riqueza do nosso ser. A convivência ajuda a prosseguir na existência e ao mesmo tempo em que somos responsáveis por nossos escolhas, por fazê-las na solidão do nosso ser, também recebemos a ajuda dos outros para continuarmos a existir e colaboramos na construção do ser dos outros. Assumindo esse aspecto da condição humana a existência vai adquirindo sentido e suas razões se manifestam.
Algumas patologias psicológicas possuem como sintoma a busca de isolamento e afastamento do outro. Mesmo em alguns momentos nossa emoção parece querer afastar-se do convívio para se reorganizar. Mas esses momentos acabam por manifestar mais ainda a necessidade de convívio, pois é no contato com o outro que podemos ser.
Assim, toma grande importância a qualidade do convívio, as possibilidades de abertura do ser que a convivência oferece com os nossos pares. Um escritor diz que não importa o que temos na vida, mas quem temos em nossa vida. Os outros com os quais convivemos podem nos ajudar a crescer, a se desenvolver, ou impedir que esse processo aconteça. Isso não significa retirar a responsabilidade por nossas escolhas e colocar no outro o peso da nossa existência, mesmo porque podemos escolher, até certo ponto, com quem queremos conviver.
A abertura da existência para o outro é a possibilidade de avançar na aventura da vida. Ter a coragem de conviver é ter coragem de existir. A convivência é um desafio, mas quando olhada do ponto de vista da construção do humano e do seu desenvolvimento é encorajadora e enche de esperança.
SENTIMENTO

A filosofia existencialista é o locus de discussão de muitos temas pertinentes ao mais íntimo do ser humano. Essa forma de pensar a existência nos garante a abordagem de temas que nem sempre somos capazes de considerar, pois a angustia pode tomar conta do nosso ser diante deles. Pensar os sentimentos na perspectiva existencialista pode nos levar a um entendimento maior do que vivemos e possibilitar uma autenticidade efetiva diante dos mesmos.
O que está no interior da nossa pele somente nós temos experiência. Cada um sabe o que sente, o que vivencia, as alegrias e angústias, a felicidade e a tristeza, a paixão e o ódio. Isto parece ser bastante evidente, contudo, quantas vezes misturamos os nossos sentimentos com os sentimentos do outro? Sim, muitas vezes tornamos do outro as nossas angústias, ansiedades e tristezas. Em um relacionamento, é comum que um dos envolvidos considere que o outro irá sentir as coisas da mesma forma que ele está sentindo, que o amor é tão intenso quanto o seu. Isso causa frustração e aumenta o desespero e sofrimento característicos da paixão. Mesmo em amizades ou outros relacionamentos formais, podemos incorrer no equivoco de atribuir ao outro sentimentos que não são do outro, mas nossos, são nossas fantasias, imaginações e suposições. Isso dá uma configuração errônea à efetividade da relação, causando traumas e sofrimentos para as partes envolvidas. Grande parte das desavenças são o resultado dessa mistura de sentimentos. Tal acaba por deixar a comunicação truncada e torna-se motivo para desentendimentos e rompimentos traumáticos.
Analisar o que é próprio de si e o que é do outro toma uma importância significativa quando buscamos autenticidade em nossa existência. É um exercício de autoconhecimento, capaz de levar ao crescimento pessoal e melhorar em muitos aspectos os nossos relacionamentos.
Diante disso cabe considerar o papel da solidão, pois ela é um elemento característico da existência. Por mais que tentemos fugir da solidão, jamais seremos capazes de nos tornar uma só carne com o outro como tanto almejamos. O tornar-se uma só carne e uma só alma, colocado nas cerimônias de matrimonio, precisa adquirir o seu justo sentido e considerar o outro com sua individualidade, liberdade e subjetividade. No corpo o coração é distinto do rim, estão no mesmo corpo, mas possuem a sua especificidade. A solidão propicia o contato consigo mesmo e proporciona a aceitação de si mesmo. Uma solidão vivida com autenticidade e coragem confere o contato com os próprios sentimentos e a justa consideração do outro.
Viver os próprios sentimentos e saber analisá-los como distintos do outro só é possível na vivencia salutar e corajosa da solidão.
MUNDO DOS OPOSTOS
Heráclito e Parmênides são duas figuras de destaque no pensamento ocidental. Heráclito declarava que nada permanece, tudo muda. Nenhum homem pode se banhar duas vezes no mesmo rio, isso porque nem o homem, nem o rio seriam os mesmos. Tudo muda o tempo todo. Ele é o filósofo da mudança, o pensador dos opostos. Parmênides aparece como o seu contraponto, argumentando sobre a permanência de tudo o que existe. Para este pensador somos enganados pelos sentidos, nossa percepção é falha e nos mostra apenas os acidentes, pois a verdade é que tudo é igual, nada muda, os acidentes podem até mudar, mas a essência continua a mesma. Esses dois pensadores são emblemáticos da forma de pensar ocidental. Filosofias opostas que dão origem a novas formas de olhar o mundo. A oposição de argumentos sustenta a reflexão e suscita argumentos originais, ora se busca defender uma ou outra posição, ora se busca uma terceira via, tentando conciliar os opostos.
Na inauguração da modernidade Descartes irá continuar com o pensamento dos opostos, apresentando um mundo dividido em res cogitans e res extensa, o objetivo e o subjetivo, o material e o imaterial. Novos pensadores entram em ação e ora discordam, ora concordam.
Interessante observar que essas expressões de pensamento se perpetuam na construção do nosso contexto de vida. Conhecendo ou não estes filósofos somos influenciados por suas idéias em nosso modo de viver, pois elas criam o pano de fundo no qual se desenvolve a nossa existência.
No mundo hodierno a perspectiva de Heráclito pode estar mais presente do que podemos imaginar. As transformações são rápidas demais. Tudo muda o tempo todo, dando a impressão de que nada permanece. Os meios de comunicação se alimentam da mudança e correm atrás de novidades o tempo todo.
As novas tecnologias transformam a vida e se renovam com uma presa tal que quando uma é apresentada outra versão já esta sendo formatada.
O mesmo acontece com os sentimentos e com as relações humanas. São rápidas demais. Mudam o tempo todo. Nada permanece, tudo flui na correnteza do rio da vida.
Diante deste cenário da mutação, do devir inesgotável, acontece a manifestação da permanência. A sina dos opostos se perpetua. Essa perpetuação é poderosa, pois o permanente escolhe o mais profundo do humano para reivindicar o seu status. Assim que na violência do devir o mais intimo do nosso ser clama por constância, pela certeza de que algo permanece, a fim de mantermos nossa identidade.
Na inauguração da modernidade Descartes irá continuar com o pensamento dos opostos, apresentando um mundo dividido em res cogitans e res extensa, o objetivo e o subjetivo, o material e o imaterial. Novos pensadores entram em ação e ora discordam, ora concordam.
Interessante observar que essas expressões de pensamento se perpetuam na construção do nosso contexto de vida. Conhecendo ou não estes filósofos somos influenciados por suas idéias em nosso modo de viver, pois elas criam o pano de fundo no qual se desenvolve a nossa existência.
No mundo hodierno a perspectiva de Heráclito pode estar mais presente do que podemos imaginar. As transformações são rápidas demais. Tudo muda o tempo todo, dando a impressão de que nada permanece. Os meios de comunicação se alimentam da mudança e correm atrás de novidades o tempo todo.
As novas tecnologias transformam a vida e se renovam com uma presa tal que quando uma é apresentada outra versão já esta sendo formatada.
O mesmo acontece com os sentimentos e com as relações humanas. São rápidas demais. Mudam o tempo todo. Nada permanece, tudo flui na correnteza do rio da vida.
Diante deste cenário da mutação, do devir inesgotável, acontece a manifestação da permanência. A sina dos opostos se perpetua. Essa perpetuação é poderosa, pois o permanente escolhe o mais profundo do humano para reivindicar o seu status. Assim que na violência do devir o mais intimo do nosso ser clama por constância, pela certeza de que algo permanece, a fim de mantermos nossa identidade.
EM BUSCA DA FELICIDADE. Da sua impossibilidade ou possibilidade
A vida humana é marcada pela busca incessante da felicidade. Todos os nossos atos só podem ter uma razão. A busca da felicidade. Queremos viver como se a felicidade fosse um ato continuo, como se ela perdurasse por todo segundo. É a marca do infinito que pulsa em cada vida. Contudo, a felicidade é marca, são pontos na corrente da vida, pontos mais fortes ou mais fracos, diferentes intensidades, mas nunca contínuos. Nossa felicidade é limitada, assim como tudo que tem a insígnia do nosso sinal. Mas é incrível o fato de buscarmos o infinito no traço finito da existência.
Diferentes formas de olhar para a felicidade demonstram qual a ênfase que damos para as marcas da felicidade. Quem muito olha para elas, para os pontos de felicidade na linha da vida, tem um olhar positivo e promissor, correndo para alcançar mais e mais pontos de felicidade, sendo os pontos diversos da felicidade momentos necessários para se alcançar a desejada felicidade. Quem olha para os pontos que não caracterizam felicidade tem uma percepção da vida mais melancólica, esperando da sua existência que ela se cumpra e desfrutando dos momentos de felicidade pragmaticamente, tendo-os como fluidos e acidentes da existência. Em uma ou outra percepção a ênfase se dá no infinito ou no finito da existência. Os primeiros convencidos que a caminhada da vida corre para uma plenitude de felicidade e os outros com a certeza que esta vida acaba em sua finitude, sendo o infinito um engano, uma forma que os fracos encontraram para sobreviver à fraqueza.
Ambas as formas de viver a felicidade movimentam a roda da vida e nos permitem respirar a existência. Imersos no mundo, compartilhando anseios básicos, há uma confluência de percepções sobre a felicidade, sobre os momentos brilhantes da existência. Assim seguimos todos, sob e égide da felicidade, na busca incessante da felicidade, ora tendo a sempre mais a frente, ora tendo a diante dos olhos. O finito e o infinito se unem para possibilitar a existência, manifestando no desejo de felicidade as razões da existência.
Diferentes formas de olhar para a felicidade demonstram qual a ênfase que damos para as marcas da felicidade. Quem muito olha para elas, para os pontos de felicidade na linha da vida, tem um olhar positivo e promissor, correndo para alcançar mais e mais pontos de felicidade, sendo os pontos diversos da felicidade momentos necessários para se alcançar a desejada felicidade. Quem olha para os pontos que não caracterizam felicidade tem uma percepção da vida mais melancólica, esperando da sua existência que ela se cumpra e desfrutando dos momentos de felicidade pragmaticamente, tendo-os como fluidos e acidentes da existência. Em uma ou outra percepção a ênfase se dá no infinito ou no finito da existência. Os primeiros convencidos que a caminhada da vida corre para uma plenitude de felicidade e os outros com a certeza que esta vida acaba em sua finitude, sendo o infinito um engano, uma forma que os fracos encontraram para sobreviver à fraqueza.
Ambas as formas de viver a felicidade movimentam a roda da vida e nos permitem respirar a existência. Imersos no mundo, compartilhando anseios básicos, há uma confluência de percepções sobre a felicidade, sobre os momentos brilhantes da existência. Assim seguimos todos, sob e égide da felicidade, na busca incessante da felicidade, ora tendo a sempre mais a frente, ora tendo a diante dos olhos. O finito e o infinito se unem para possibilitar a existência, manifestando no desejo de felicidade as razões da existência.
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