Todo ano milhares de jovens brasileiros lutam pelo sonho do ensino superior em uma instituição pública, pois este caminho é visto como possibilidade para melhorar de vida. Muitos conseguem, mas a maioria fica fora ou precisa gastar o que não tem para freqüentar uma instituição particular. No meio dessa batalha estão os caríssimos cursinhos que preparam para os concorridos vestibulares das universidades estaduais e federais. Quem freqüenta um desses cursos tem uma garantia a mais de ingresso, pois recebem uma preparação exclusiva para o vestibular.
Após o anúncio dos candidatos classificados a realidade é estampada nas propagandas de televisão e jornais impressos. As vagas serão ocupadas, em sua grande maioria e para os cursos mais concorridos, por aqueles que freqüentaram um cursinho pré-vestibular. Os reprovados, pobres que não puderam pagar um cursinho pré-vestibular, freqüentadores das escolas públicas, pagadores de impostos que mantém as instituições universitárias, terão que procurar outro caminho, precisarão lutar pela sobrevivência em um subemprego ou freqüentar uma faculdade particular e pagar com o dinheiro que seria para o seu sustento básico.
Na educação superior a desigualdade é transformada em propaganda e exploração. É propaganda, pois quem freqüenta um cursinho é aprovado, depois divulgado como sinal de qualidade na preparação. É exploração, pois todos pagam pelo ensino superior de alguém que estuda em uma universidade pública; são os impostos que a mantém e quem mais paga imposto são os pobres, aqueles que não fazem declaração de imposto de renda, mas pagam taxas e mais taxas sobre tudo que consomem, mas são impedidos de ir para a instituição pública que pagam.
Quem paga um cursinho pré-vestibular, com algumas exceções, tem condições de pagar uma universidade particular. Nos campus das universidades públicas, onde estão localizados os cursos mais concorridos, é possível perceber o nível econômico dos alunos pelos carros de alto padrão que circulam pelos estacionamentos.
O ensino público brasileiro continua a ser uma vergonha, não apenas pela baixa qualidade, mas por perpetuar a desigualdade de classes e a exploração, transformando isso em propaganda e gerando uma sociedade de classes, na qual o conhecimento é instrumento de dominação.
O que temos para o dia de hoje...
Filmes: Rabbit Hole. A realidade da morte bate a nossa porta. Não sabemos quando e nem quem será ceifado. Mas ela nos atinge de uma ou outra forma. A experiência deste momento existencial decisivo é fundamental para a existência e exige uma tomada de posição. Qual deve ser tomada? Qual a mais correta? Ah, a resposta só o tempo nos dirá. Ela acontecerá por atitudes. Mas estas podem ser moldadas já agora, a partir das nossas escolhas, do que fazemos, de como vivemos. A vida não acontece de uma hora para outra. Ela é resultado de uma série de circunstâncias. "Eu sou eu e minhas circuntâncias" (Ortega y Gasset).
Olhar
Fácil acostumar-se com a roda da vida! A rotina tomando conta dos dias! Perder o sabor das experiências! Ter tudo como prevísivel! Isso deve ser tão enfadonho e deve ser a fonte das neuroses. A vida exige que seja novidade sempre. Cada momento é único, não se repetirá nunca mais do mesmo jeito e da mesma forma. Cada momento tem sua magia e seu encanto. A repetição e a constância são as regras da ciência, mas a vida está além de toda ciência. Há muito mais que a ciência não explica do que consegue alcançar. Portanto, a vida é a grande novidade, é o pulsar da existência pedindo para ser vivido com intensidade e com a novidade que é cada momento!
O Silêncio da Noite
Lá fora o silêncio faz barulho! A noite caiu vagorasa neste horário forçado de verão! Mas o céu encheu-se de estrelas, a lua surgiu com seu clarão ajudando a iluminar a escuridão! Com a lua e as estrelas a noite fica menos temerosa! Uma nuvem ou outra tenta ofuscar o seu brilho, mas o vento vem em auxílio e revela novamente a majestade replandecente da lua! Noite e vida, o silêncio da escuridão lembra que a vida precisa descansar, precisa ser sentida, pois logo o sol irá surgir e a roda da vida precisa continuar!
FÉRIAS: livros e filmes
Como viajar para o desconhecido? Como encontrar pessoas de outras culturas, com outras experiências,outras vivências cheias de significados? Diante da impossibilidade de mover-se até elas há o acesso pelos livros e por filmes. O tempo para isso? Nas férias.
Aventuras sem fim! Emoções infinitas! Grandes experiências! Ah queridas férias, como é bom vivê-la!
Aventuras sem fim! Emoções infinitas! Grandes experiências! Ah queridas férias, como é bom vivê-la!
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